segunda-feira, 15 de abril de 2013
O PERDÃO É UMA PRÁTICA DE CURA (Jean Yves Leloup)
sexta-feira, 24 de junho de 2011
TROVADORES NA FESTA
Neste período alguns espíritas falam na não comemoração de tais festejos, expondo que: "tais comemorações não devem adentrar-lhe a intimidade." ou que "honrar o templo espírita é preservar o Espiritismo contra os programas marginais, atraentes e aparentemente fraternistas, mas que nos desviam da rota legítima para as falsas veredas em que fulguram nomes pomposos e siglas variadas."
Não vou aqui levantar nenhuma bandeira, nem discorrer sobre o assunto, pois ainda tenho que acender a fogueira. Em outro momento a gente conversa sobre a importância do diálogo entre a religião e a vida. Quando digo vida, falo do mundo, da carne, do mecanismo ainda necessário para todo e qualquer um mero passageiro deste gigante ônibus chamado planeta terra.
Ah, antes do "anarriê", deixo alegria, paz e bem:
Dão licença, meus irmãos,
Dão licença em confiança,
Porque também nós queremos
Participar da festança.
Formiga
*
Neste arraiá de Jesus
Tristeza não tem lugar.
Quem tenha pranto nos olhos
Faça o favor de enxugar.
Clóvis Amorim
*
No salão embandeirado,
Comandando o arrasta-pé,
Segue à frente, braços dados,
A Caridade com a Fé.
Dalmo Florence
*
Entre os pares da “quadrilha”
Eu me ajeito de carona,
Que não posso ficar quieto
Ouvindo o som da sanfona.
Cego Aderaldo
*
Não consegue ficar quieto?!
Então sou eu e você,
Que só de ver a sanfona
Vou gritando balancê...
Zé da Luz
*
Alto lá que é a minha vez...
Quero um gole de quentão,
Para matar a saudade
Que vive em meu coração...
Catulo
*
Que o quentão seja servido
Numa caneca furada,
Pois muita gente já é
De natureza esquentada...
Cipriano Jucá
*
“Óia o caminho da roça...
Óia a cobra... Invém a chuva...”
Para que seja o meu par
Eu procuro uma viúva.
Corrêa Júnior
*
Joga lenha na fogueira,
Não deixe que ela se apague...
Preciso de uma morena
Que me beije e que me afague.
Lúcio Mendonça
*
E que viva Santo Antônio,
O santo casamenteiro,
São Pedro, São João Batista
E mais algum futriqueiro...
Rogaciano Leite
*
Perdoem nossa alegria...
Tudo é paz, amor e luz.
Tristeza não tem lugar
Neste arraiá de Jesus.
Formiga
Livro: Dor e Luz
Carlos A. Baccelli, pelo Espírito Eurícledes Formiga
IDE – Instituto de Difusão Espírita
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Páscoa
Há tempo não escrevemos, nem comentamos sobre os nossos aprendizados em nossas atividades diárias. Mas, desejamos que hoje seja uma data de retorno, um momento de retomarmos os nossos papos e trocas de experiências.
Deve-se comemorar a Páscoa? Como o Espiritismo visualiza o acontecimento da paixão, crucificação, morte e ressurreição de Jesus?
O certo é que a figura de Jesus assume posição privilegiada no contexto espírita, dizendo-se, inclusive, que a moral de Jesus serve de base para a moral do Espiritismo. Assim, como as pessoas são lembradas, em nossa cultura, pelo que fizeram e reverenciadas nas datas principais de sua existência corpórea (nascimento e morte), é absolutamente comum e verdadeiro lembrarmo-nos das pessoas que nos são caras ou importantes nestas datas. Não há, francamente, nenhum mal nisso. Mas, para o Espiritismo a forma de encarar a Páscoa (ou a Natividade) de Jesus, assume uma conotação bastante peculiar.
A Páscoa, não é, de maneira inicial, relacionada ao martírio e sacrifício de Jesus. A Páscoa já era uma “comemoração”, na época de Jesus, uma festa cultural e, portanto, o que fez a Igreja foi “aproveitar-se” do sentido da festa, para adaptá-la, lhe dando um novo significado.
Historicamente, a Páscoa é a junção de duas festividades muito antigas, comuns entre os povos primitivos, e alimentada pelos judeus, à época de Jesus. Fala-se do “pesah”, uma dança cultural, representando a vida dos povos nômades, numa fase em que a vinculação à terra ainda não era flagrante. Também estava associada à “festa dos ázimos”, uma homenagem que os agricultores sedentários faziam às divindades, em razão do início da época da colheita do trigo, agradecendo aos Céus, pela fartura da produção agrícola, da qual saciavam a fome de suas famílias, e propiciavam as trocas nos mercados da época. Ambas eram comemoradas no mês de abril (nisan) e, a partir do evento bíblico denominado “êxodo” (fuga do povo hebreu do Egito), em torno de 1441 a.C., passaram a ser reverenciadas juntas. É esta a Páscoa que o Cristo desejou comemorar junto dos seus mais caros, por ocasião da última ceia.
Mas há outros elementos “evangélicos” que marcam a Páscoa. Isto porque as vinculações religiosas apontam para a quinta e a sexta-feira santas, o sábado de aleluia e o domingo de páscoa. Os primeiros relacionam-se ao “martírio”, ao sofrimento de Jesus, e os últimos, à ressurreição e a ascensão de Jesus.
A Páscoa, em verdade, pela interpretação das religiões e seitas tradicionais, acha-se envolta num preocupante e negativo contexto de culpa. Afinal, acredita-se que Jesus teria padecido em razão dos “nossos” pecados, numa alusão descabida de que todo o sofrimento de Jesus teria sido realizado para “nos salvar”, dos nossos próprios erros, ou dos erros cometidos por nossos ancestrais, em especial Adão e Eva, no Paraíso. A presença do “cordeiro de D’us”, que cumpre as profecias do Antigo Testamento, quanto à perseguição e violência contra o “filho de Deus”, está flagrantemente aposta em todas as igrejas, nos crucifixos e nos quadros que relatam – em cores vivas – as fases da via sacra. Esta tradição judaico-cristã da “culpa” é a grande diferença entre a Páscoa tradicional e a Páscoa espírita, se é que esta última existe. Em verdade, nós espíritas devemos reconhecer a data da Páscoa como a grande – e última lição – de Jesus, que vence as iniqüidades, que retorna triunfante, que para asseverar que “permaneceria eternamente conosco”, guiando nossos passos.
Nestes dias de festas materiais e/ou lembranças do sofrimento do Mestre, possamos nós encarar a Páscoa como o momento de transformação, da evocação de liberdade, pois, uma vez despojado do envoltório corporal, pôde Jesus retornar ao Plano Espiritual para, de lá, continuar “coordenando” o processo depurativo de nosso planeta. Longe da remissão da celebração de uma festa pastoral ou agrícola, ou da libertação de um povo oprimido, ou da ressurreição de Jesus, possa ela ser encarada por nós, espíritas, como a vitória real da vida sobre a morte, pela certeza da imortalidade e da reencarnação, porque a vida, em essência, só pode ser conceituada como o amor, calcado nos grandes exemplos da própria existência de Jesus, de amor ao próximo e de valorização da própria vida.
Nesta Páscoa, vamos lembrar de reverenciar os belos exemplos de Jesus, que o imortalizam e que nos guiam para, um dia, também estarmos na condição experimentada por ele, qual seja a de “sermos deuses”, “fazendo brilhar a nossa luz”. Comemoremos, então, uma “outra” Páscoa. A nossa Páscoa, a da nossa transformação, rumo a uma vida plena.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
O Cristo Consolador : O Jugo leve
SEMPRE OS OBSTÁCULOS....
Já perceberam que há defeitos que demoram a serem removidos de nossas mentes e nossos caminhos?
Nem sempre conseguimos nos livrar de rancores, ódios e desejos, que foram empecilhos para o crescimento espiritual, de vez e, quando e somente a custo de muito sacrifício, vamos nos libertando, certos que na medida, a compreensão, a fé e o amor crescem dentro dos nossos corações.
Precisamos de trabalhos constantes e dentro dos nossos limites, para um aprendizado maior em nossas vidas.
Esse aprendizado demanda renúncia, superação e acima de tudo acreditar que somos capazes de vencer todos os obstáculos por nós mesmos criados e que precisam agora serem vencidos.
Nada de aceite total de qualquer tipo de obstáculo, que no fundo, sabemos que estamos buscando, ainda sob o domínio de nossas ignorâncias espirituais.
Esse enfrentar de qualquer tipo de problema que nos esteja perturbando o nosso bem estar material e espiritual, requer fé.
Busque dentro do seu interior que abriga as verdades dos ensinamentos de nosso querido e amado mestre Jesus,as respostas de todas as indagações dos porquês de nossas fraquezas materiais.
Seja de ordem moral, conjugal, financeira, não importa qual que seja, abalize os seus pensamentos, faça crescer a luz divina dentro do seu coração, acredite na força que está adormecida e arrebente as barreiras de suas dificuldades.
Saiba que o nosso Pai Celestial não deixa sob os seus ombros um fardo maior que não possa carregar, vem tudo na medida certa.
As conquistas materiais nada representam ante as dádivas que o céu pode oferecer, no Reino do nosso grande Criador.
Difícil de acreditar, bem o sei, mas se habilite e se credencie com os bônus da vida eterna, não se esquecendo de viver a etapa terrena, com o coração enobrecido pela boas obras e acima de tudo, a caridade para si próprio e para o seu próximo.
Nada de violência, controle todos os seus ímpios negativos e busque dentro do agir positivo, mesmo diante das suas grandes dificuldades terrenas, as soluções necessárias para o o ajuste espiritual.
Passe a observar todas as pessoas que te cercam e cada um tem exatamente a medida certa para que você enxergue tudo aquilo que precisa mudar.
Mas cuidado com palavras ásperas para tentar tirar a sua serenidade e mesmo outras ofensas no campo familiar.
Outros com desprezo em função de sua falta de sensibilidade em ser correto e sensato, até no simples olhar ou mesmo, ao dirigir uma palavra...
Por fim, a pessoa amada espera sempre de você aquela paciência, carinho e atenção, para ter a certeza de te dizer, após o rompimento de todos os laços da corrente sombria, sob a sua esfera carnal, a simples frase:
EU TE AMO.
Lembre-se: O amor é o que rompe todos os liames das inúmeras dificuldades que temos que passar na terra.
AME... AME... AME...
Um dia entenderemos o valor de grande amor divino e universal!
MUITA PAZ.
Em 11.11.05 - 2h10min - Dilson Macedo
Espírito de Caio Cezar.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
A Prece
“A forma não é nada, o pensamento é tudo. Faça cada qual a sua prece de acordo com as suas convicções, de maneira que mais lhe agrade, pois um bom pensamento vale mais do que numerosas palavras que não tocam o coração”.
Muito se tem dito a respeito da prece, mas muito pouco ainda conhecemos do seu mecanismo de funcionamento. Por isso mesmo, pouco a valorizamos, e por vezes até a esquecemos.
Mas o que vem a ser uma Prece? Qual a sua importância? Por quem devemos orar? Qual a sua eficácia?
Definir o que venha a ser uma prece é algo complicado, difícil. Entre várias definições, inúmeras teorias e uma vasta lista conceitos, poderíamos dizer que a prece é uma invocação e que por meio dela pomos o pensamento em contato com o ente a quem nos dirigimos.
Sua importância se dar na manutenção, digamos assim, da harmonização de nossa mente e espírito. Se não limparmos o nosso psiquismo, os espíritos luminosos se afastam(mesmo que temporariamente), favorecendo a ação de espíritos endurecidos.
E assim, também se mostra as necessidade de orarmos primeiramente por nós mesmos, por nossos parentes, pelos nossos amigos e inimigos, deste e do outro mundo; devemos orar pelos que sofrem e por aqueles por quem ninguém ora.
Como toda ação tem uma reação. Como para cada atividade há uma finalidade. Na prece podemos verificar sua eficácia, que esta na dependência da renovação íntima do homem, em que deve prevalecer a linguagem do amor, do perdão e da humildade para que ele possa assim, de coração liberto de sentimentos negativos, agradecer a Deus a dádiva da vida.
“Vigiai e Orai”. Foi o que nos recomendou o Mestre.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Caridade
Caridade. Esse foi e é o tema. Recentemente, em mais uma realização de nossas reuniões, a conversa pairou sobre o tema do título do post. E como sempre as questões sempre emergem para o nosso consciente.
Que lhe aconteceu, caridade? Já faz tempo que não se ouvi esta palavra. Só percebemos como tem sido detratada, entrada em desuso. Hoje, parece que a caridade não é mais uma “virtude”, mas um ato vergonhoso.
Há algum tempo percebemos que o termo caridade vem se modificando, ganhando nova roupagem talvez. Hoje se pode dizer que a nova termologia associada a ela seria a responsabilidade social?
Mas nós, espíritas ou aprendizes da doutrina, temos a noção de que o conceito de caridade tem características sutis, mas diferenciais das acepções de responsabilidade social ou solidariedade.
Tudo isso, porque, percebe-se a caridade é um ato voluntário, o exercício do livre arbítrio. Sem livre arbítrio, não existe caridade e nem mérito, e mais que isto, economicamente falando, também não existe o melhor julgamento quanto à quantificação dos recursos a serem utilizados. Por meio do livre arbítrio, o agente caridoso pode julgar quais e quanto de seus recursos (dinheiro, bens, ou seu próprio trabalho) serão usados em favor do necessitado, e quanto pode sacrificar de seu próprio bem-estar, ou de outras pessoas sob a sua responsabilidade, para o exercício de tal tarefa.
A caridade pode originar de um sentimento humanista ou religioso, mas tanto faz: justamente por ser um ato livre, denuncia a compaixão, a piedade, e o juízo por parte do praticante, como bem atesta a parábola do bom samaritano. O espiritismo, embora recomende, não obriga seus adeptos à prática. E com razão: como poderia alguém merecer o “céu” por atos que pratica por obrigação?
Em contrapartida, a pessoa socorrida também faz com que o sentido da caridade se complete. Ao despir-se do orgulho e da inveja, também ela, ao mesmo tempo, a pratica, ao dar esta oportunidade a quem, talvez pela primeira vez, esteja tentando ser útil. Nenhum de nós está livre de necessitar ajuda. Ocupamos todos corpos frágeis, e nossas riquezas materiais são voláteis, de modo que não há vergonha a ninguém por receber uma mão amiga em algum momento da vida.
Para o nosso grupo estas são, portanto, as características da caridade: amor ao próximo, desapego, ausência de contraprestação, respeito mútuo, discrição, gratidão, não abuso, andar com as próprias pernas assim que possível.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
estudo da prece "Pai-Nosso"
domingo, 11 de outubro de 2009
O mal e o remédio
Noite de quarta feira, 19:30 horas, duas pessoas dispostas a encontrar uma forma de viver melhor, uma dupla disposta a impregnar o mundo de ternura. Foi assim que aconteceu mais uma reunião de nosso grupo. O tema de estudo do dia? O mal e o remédio. Mais uma vez, o texto se apresentava de autoria de Santo Agostinho.
Ao desenrolar da leitura a gente vai começando a estruturar algumas conclusões sobre o estudo. E interpretamos que o sofrimento, ao invés de ser uma desgraça, constitui a oportunidade dada por Deus para corrigir nossos erros. Na fé encontramos o remédio seguro do sofrimento. Ela nos permite ver que as maiores dores de hoje são o prenúncio da felicidade que nos aguarda amanhã. E quando sentimos dores, procuramos remédios para os males que nos afligem. E qual seria esse remédio? E a resposta vem nas linhas seguintes. Afirmando que a fé é o remédio seguro para o nosso sofrimento, mostra sempre os horizontes do infinito, diante dos quais pouco representa os maus dias do presente. Já que todo aquele que crê é forte pelo remédio da fé e aquele que duvida é punido pelas angústias das aflições.
E durante as linhas que se mostravam, uma nova indagação surgia: Como conseguir tal medicamento? E percebemos que só é possível pelo estudo de nossos pontos fracos, analisando nosso comportamento e reações, pela prática incessante do bem, como roteiro de vida. O enfermo descrente da ação de todos os remédios é o primeiro a trabalhar contra o próprio restabelecimento.
Assim, o texto mostra que aquele que sofre e tem fé ficará sob a égide do Senhor e sofrerá menos. Os momentos das mais fortes dores lhe serão as primeiras notas de alegria na eternidade. Já que a fé representa dever de raciocinar com responsabilidade de viver.
Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo [Cap. V - v. 19]