Mostrando postagens com marcador verdade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador verdade. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Sim à Espiritualidade e não a Religiões


[e-mail recebido a muito tempo e copiado na íntegra...]
"Espetacular lição para muitos que se dizem "cristãos" e esquecem o maior mandamento/ensinamento do Cristo. Parece mentira, mas foi verdade. 
No dia 1°/Abr/2010, o elenco do Santos – atual campeão paulista de futebol – foi a uma instituição que abriga trinta e quatro pessoas. O objetivo era distribuir ovos de Páscoa para crianças e adolescentes, a maioria com paralisia cerebral. Ocorreu que boa parte dos atletas não saiu do ônibus que os levou. Entre estes, Robinho (26a), Neymar (18a), Ganso (21a), Fábio Costa (32a), Durval (29a), Léo (24a), Marquinhos (28a) e André (19a) – todos ídolos super-aguardados. O motivo teria sido religioso: a instituição era o Lar Espírita Mensageiros da Luz, de Santos-SP, cujo lema é “Assistência à Paralisia Cerebral“. Visivelmente constrangido, o técnico Dorival Jr. tentou convencer o grupo a participar da ação de caridade. Posteriormente, o Santos informou que os jogadores não entraram no local simplesmente porque não quiseram. Dentro da instituição, os outros jogadores participaram da doação dos 600 ovos, entre eles, Felipe (22a), Edu Dracena (29a), Arouca (23a), Pará (24a) e Wesley (22a), que conversaram e brincaram com as crianças. Eis que o escritor, conferencista e Pastor (com “P” maiúsculo) ED RENÉ KIVITZ, da Igreja Batista de Água Branca (São Paulo), fez uma análise profunda sobre o ocorrido e escreveu o texto “No Brasil, futebol é religião”, que abaixo tenho o prazer de compartilhar.
No Brasil, futebol é religião” – por Ed Rene Kivitz 
Os meninos da Vila pisaram na bola. Mas prefiro sair em sua defesa.
Eles não erraram sozinhos. Fizeram a cabeça deles. O mundo religioso é mestre em fazer a cabeça dos outros. Por isso, cada vez mais me convenço que o Cristianismo implica a superação da religião, e cada vez mais me dedico a pensar nas categorias da espiritualidade, em detrimento das categorias da religião. 
A religião está baseada nos ritos, dogmas e credos, tabus e códigos morais de cada tradição de fé. 
A espiritualidade está fundamentada nos conteúdos universais de todas e cada uma das tradições de fé.
 
Quando você começa a discutir quem vai para céu e quem vai para o inferno; ou se Deus é a favor ou contra à prática do homossexualismo; ou mesmo se você tem que subir uma escada de joelhos ou dar o dízimo na igreja para alcançar o favor de Deus, você está discutindo religião. Quando você começa a discutir se o correto é a reencarnação ou a ressurreição, a teoria de Darwin ou a narrativa do Gênesis, e se o livro certo é a Bíblia ou o Corão, você está discutindo religião. Quando você fica perguntando se a instituição social é espírita kardecista, evangélica, ou católica, você está discutindo religião. 
O problema é que toda vez que você discute religião você afasta as pessoas umas das outras, promove o sectarismo e a intolerância. A religião coloca de um lado os adoradores de Allá, de outro os adoradores de Yahweh, e de outro os adoradores de Jesus. Isso sem falar nos adoradores de Shiva, de Krishna e devotos do Buda, e por aí vai.
E cada grupo de adoradores deseja a extinção dos outros, ou pela conversão à sua religião, o que faz com que os outros deixem de existir enquanto outros e se tornem iguais a nós, ou pelo extermínio através do assassinato em nome de Deus, ou melhor, em nome de um deus, com ‘d’ minúsculo, isto é, um ídolo que pretende se passar por Deus.
Mas, quando você concentra sua atenção e ação, sua práxis, em valores como reconciliação, perdão, misericórdia, compaixão, solidariedade, amor e caridade, você está no horizonte da espiritualidade, comum a todas as tradições religiosas. E quando você está com o coração cheio 
de espiritualidade, e não de religião, você promove a justiça e a paz.
 
Os valores espirituais agregam pessoas, aproxima os diferentes, faz com que os discordantes no mundo das crenças se deem as mãos no mundo da busca de superação do sofrimento humano, que a todos nós humilha e iguala, independentemente de raça, gênero, e inclusive religião. 
Em síntese, quando você vive no mundo da religião, você fica no ônibus. Quando você vive no mundo da espiritualidade que a sua religião ensina – ou pelo menos deveria ensinar, você desce do ônibus e dá um ovo de páscoa para uma criança que sofre a tragédia e miséria de uma paralisia mental.
Ed René Kivitz, cristão, pastor evangélico, e santista desde pequenininho. "

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Não vim destruir a lei

como sabemos, para que o funcionamento das coisas se dê de forma eficaz e, na medida do possível, adequada, existem leis. leis são normas [consensuais ou não] que determinam a conduta comportamental de um contexto.

no que diz respeito à religião, existem as leis do antigo testamento, personificada na figura de Moisés; e as leis do novo testamento, personificada na figura do Cristo. o antigo testamento exemplifica o tipo de lei transitória, que serve para fins imediatos, com caráter civil e/ou disciplinar, adaptável aos costumes do povo ao qual ela se aplica, e passível de variações ao longo do tempo. o novo testamento configura-se no conjunto de leis atemporais e aplicáveis a quaisquer seres, e tem um caráter divino.

Moisés precisava manter seu povo sob controle, e, para isso, atribuiu às suas leis uma origem divina para que o povo, naturalmente turbulento, indisciplinado e temente pudesse ser mantido sob esse temor. algo semelhante à famosa frase "olha! não faz isso senão Deus castiga, menino!".

as leis do novo testamento são aquelas anunciadas no monte sinai. Jesus, ao anunciá-las, o fez de maneira a apenas lançar o germe dessas verdades, sem tê-las esclarecido, pois não seriam compreendidas na época.

o espiritismo, doutrina que estuda os fenômenos do plano espiritual e sua aplicação em todos os planos, é também uma ciência, que procura revelar aos homens a existência do mundo espiritual e sua relação com o mundo material. a roupagem usada para essa apresentação abandona qualquer relação com o fantástico ou o maravilhoso. o espiritismo é objetivo e apresenta provas de suas afirmações. é a terceira revelação da lei de Deus, embora não esteja personificado em ninguém. seus ensinamentos nos são transmitidos por um corpus de espíritos presentes em todas as partes do planeta. é um ser coletivo. e essa doutrina não nega o ensinamento do Cristo, mas o desenvolve, completa e explica em termos claros o que outrora fora dito somente de forma alegórica e/ou metafórica.

a ciência e a religião são os dois alicerces da inteligência e da existência humana. a primeira trata das leis do mundo material e a segunda, das leis do mundo moral. as duas têm seu princípio em Deus, logo, não podem contradizer-se. no decorrer dos séculos, por uma falha de observação e pelo excesso de esclusivismo de uma de outra parte, ocorreu uma cisma que gerou a incredulidade e a intolerância de uma sobre a outra. não digo isso de forma a generalizar, mas é o que se observa em grande parte do mundo.

entre elas, é necessária uma ligação, algo que preencha o espaço que as separa atualmente. esta ligação é o entendimento entre as relações da lei do mundo espiritual com a lei do mundo corporal. aos poucos, essa consciência está sendo formada pelas pessoas. os retardatários serão levados pelo movimento coletivo. é dessa forma que a revolução moral acontece.

agradeço o carinho dos leitores do blog. curiosamente, eles não comentam aqui, mas vêm pessoalmente conversar comigo. um beijo a todos e boa semana pra gente!

Fonte: O evangelho segundo o espiritismo - Cap. I - v.1-8.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Fora da Igreja não há salvação - fora da verdade não há salvação

oi, povo!
existe uma sutil diferença entre as frases: "fora da Igreja não há salvação" e "fora da caridade não há salvação". alguém se oferece para dizer qual é?

bem, pelo que entendi da leitura da última quarta-feira, dia 11 de novembro, a primeira define um dogma, enquanto a segunda define um princípio universal.

na Igreja [com "i" maiúsculo mesmo], a tão desejada felicidade eterna e a salvação dependem do quanto a pessoa é disciplinada e dedicada aos dogmas particulares desta Igreja. é uma fé específica em determinado deus, em determinadas regras, as quais não são gerais a todos os seres. é uma fé que separa os que "têm fé de verdade" dos que "crêem em enganos".

já na idéia de caridade está, como dito anteriormente, o princípio universal de que todos os filhos de Deus têm condições de alcançar a felicidade suprema através dela. é uma fé geral e que pode ser aplicada e praticada a todos e por todos os seres. a idéia de caridade une ao invés de separar os indivíduos em "fé de verdade" e "fé de mentira", de acordo com as leis dos homens.

nós, espíritas, acreditamos na caridade como preceito básico para auxiliar no crescimento pessoal e espiritual. ela é a idéia primeira que permeia tudo o que temos por verdade.

"a máxima 'fora da caridade não há salvação' é a consequência do princípio da igualdade perante Deus e da liberdade de consciência. tendo-se essa máxima por regra, todos os homens são irmãos, e seja qual for a sua maneira de adorar o Criador, eles se dão as mãos e oram uns pelos outros." (p. 201)

outra coisa interessante sobre essa leitura é a comparação entre "verdade" e "Igreja" como sinônimos, quando essas frases são usadas para afirmar a soberania de uma verdade religiosa sobre todas as outras. numa era como a nossa, no chamado "século do pensamento e do intelecto", como pode algum homem querer ter a verdade absoluta, eis que assistimos diariamente à ciência expandindo descobertas e aliando-se cada vez mais aos assuntos de ordem espiritual? não seria mais fácil aceitarmos nossa condição de humanos errantes e aprendizes? creio que seria mais digno e mais verdadeiro.

quando alguém começa a discursar pra mim sobre "o erro em ser espírita, sobre os enganos de 'deuses falsos' e toda sorte de fantasmas assustadores que vêm do além", eu digo pra pessoa que, antes de tudo, eu creio na caridade. que o meu Deus é o mesmo que o dela, embora chamdo por outros nomes, e que ele está em tudo. em todos nós. é necessário que os homens entendam que cada um sabe de uma verdade relativa, que varia de acordo com o seu adiantamento espiritual individual. logo, a tal verdade absoluta não pode ser praticada igualmente por pessoas em níveis espirituais diferentes, mas a caridade pode ser praticada por todos. termino com as palavras dos espíritos que fecham esse versículo:

"o espiritismo, de acordo com o evangelho, admitindo que a salvação independe da forma de crença, contanto que a lei de Deus seja observada, não estabelece: fora do espiritismo não há salvação, e como não pretende ensinar toda a verdade, também não diz: fora da verdade não há salvação, máxima que dividiria em vez de unir, e que perpetuaria a animosidade." (p. 202)

boa semana pra todos nós!
um beijo!

Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo - Cap. XV - vs. 8, 9, 10