Mostrando postagens com marcador Deus.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Deus.. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Fora da Igreja não há salvação - fora da verdade não há salvação

oi, povo!
existe uma sutil diferença entre as frases: "fora da Igreja não há salvação" e "fora da caridade não há salvação". alguém se oferece para dizer qual é?

bem, pelo que entendi da leitura da última quarta-feira, dia 11 de novembro, a primeira define um dogma, enquanto a segunda define um princípio universal.

na Igreja [com "i" maiúsculo mesmo], a tão desejada felicidade eterna e a salvação dependem do quanto a pessoa é disciplinada e dedicada aos dogmas particulares desta Igreja. é uma fé específica em determinado deus, em determinadas regras, as quais não são gerais a todos os seres. é uma fé que separa os que "têm fé de verdade" dos que "crêem em enganos".

já na idéia de caridade está, como dito anteriormente, o princípio universal de que todos os filhos de Deus têm condições de alcançar a felicidade suprema através dela. é uma fé geral e que pode ser aplicada e praticada a todos e por todos os seres. a idéia de caridade une ao invés de separar os indivíduos em "fé de verdade" e "fé de mentira", de acordo com as leis dos homens.

nós, espíritas, acreditamos na caridade como preceito básico para auxiliar no crescimento pessoal e espiritual. ela é a idéia primeira que permeia tudo o que temos por verdade.

"a máxima 'fora da caridade não há salvação' é a consequência do princípio da igualdade perante Deus e da liberdade de consciência. tendo-se essa máxima por regra, todos os homens são irmãos, e seja qual for a sua maneira de adorar o Criador, eles se dão as mãos e oram uns pelos outros." (p. 201)

outra coisa interessante sobre essa leitura é a comparação entre "verdade" e "Igreja" como sinônimos, quando essas frases são usadas para afirmar a soberania de uma verdade religiosa sobre todas as outras. numa era como a nossa, no chamado "século do pensamento e do intelecto", como pode algum homem querer ter a verdade absoluta, eis que assistimos diariamente à ciência expandindo descobertas e aliando-se cada vez mais aos assuntos de ordem espiritual? não seria mais fácil aceitarmos nossa condição de humanos errantes e aprendizes? creio que seria mais digno e mais verdadeiro.

quando alguém começa a discursar pra mim sobre "o erro em ser espírita, sobre os enganos de 'deuses falsos' e toda sorte de fantasmas assustadores que vêm do além", eu digo pra pessoa que, antes de tudo, eu creio na caridade. que o meu Deus é o mesmo que o dela, embora chamdo por outros nomes, e que ele está em tudo. em todos nós. é necessário que os homens entendam que cada um sabe de uma verdade relativa, que varia de acordo com o seu adiantamento espiritual individual. logo, a tal verdade absoluta não pode ser praticada igualmente por pessoas em níveis espirituais diferentes, mas a caridade pode ser praticada por todos. termino com as palavras dos espíritos que fecham esse versículo:

"o espiritismo, de acordo com o evangelho, admitindo que a salvação independe da forma de crença, contanto que a lei de Deus seja observada, não estabelece: fora do espiritismo não há salvação, e como não pretende ensinar toda a verdade, também não diz: fora da verdade não há salvação, máxima que dividiria em vez de unir, e que perpetuaria a animosidade." (p. 202)

boa semana pra todos nós!
um beijo!

Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo - Cap. XV - vs. 8, 9, 10

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

A Prece

“A forma não é nada, o pensamento é tudo. Faça cada qual a sua prece de acordo com as suas convicções, de maneira que mais lhe agrade, pois um bom pensamento vale mais do que numerosas palavras que não tocam o coração”.

Muito se tem dito a respeito da prece, mas muito pouco ainda conhecemos do seu mecanismo de funcionamento. Por isso mesmo, pouco a valorizamos, e por vezes até a esquecemos.

Mas o que vem a ser uma Prece? Qual a sua importância? Por quem devemos orar? Qual a sua eficácia?

Definir o que venha a ser uma prece é algo complicado, difícil. Entre várias definições, inúmeras teorias e uma vasta lista conceitos, poderíamos dizer que a prece é uma invocação e que por meio dela pomos o pensamento em contato com o ente a quem nos dirigimos.

Sua importância se dar na manutenção, digamos assim, da harmonização de nossa mente e espírito. Se não limparmos o nosso psiquismo, os espíritos luminosos se afastam(mesmo que temporariamente), favorecendo a ação de espíritos endurecidos.

E assim, também se mostra as necessidade de orarmos primeiramente por nós mesmos, por nossos parentes, pelos nossos amigos e inimigos, deste e do outro mundo; devemos orar pelos que sofrem e por aqueles por quem ninguém ora.

Como toda ação tem uma reação. Como para cada atividade há uma finalidade. Na prece podemos verificar sua eficácia, que esta na dependência da renovação íntima do homem, em que deve prevalecer a linguagem do amor, do perdão e da humildade para que ele possa assim, de coração liberto de sentimentos negativos, agradecer a Deus a dádiva da vida.

“Vigiai e Orai”. Foi o que nos recomendou o Mestre.