quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Não vim destruir a lei
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Fora da Igreja não há salvação - fora da verdade não há salvação
"a máxima 'fora da caridade não há salvação' é a consequência do princípio da igualdade perante Deus e da liberdade de consciência. tendo-se essa máxima por regra, todos os homens são irmãos, e seja qual for a sua maneira de adorar o Criador, eles se dão as mãos e oram uns pelos outros." (p. 201)
outra coisa interessante sobre essa leitura é a comparação entre "verdade" e "Igreja" como sinônimos, quando essas frases são usadas para afirmar a soberania de uma verdade religiosa sobre todas as outras. numa era como a nossa, no chamado "século do pensamento e do intelecto", como pode algum homem querer ter a verdade absoluta, eis que assistimos diariamente à ciência expandindo descobertas e aliando-se cada vez mais aos assuntos de ordem espiritual? não seria mais fácil aceitarmos nossa condição de humanos errantes e aprendizes? creio que seria mais digno e mais verdadeiro.
quando alguém começa a discursar pra mim sobre "o erro em ser espírita, sobre os enganos de 'deuses falsos' e toda sorte de fantasmas assustadores que vêm do além", eu digo pra pessoa que, antes de tudo, eu creio na caridade. que o meu Deus é o mesmo que o dela, embora chamdo por outros nomes, e que ele está em tudo. em todos nós. é necessário que os homens entendam que cada um sabe de uma verdade relativa, que varia de acordo com o seu adiantamento espiritual individual. logo, a tal verdade absoluta não pode ser praticada igualmente por pessoas em níveis espirituais diferentes, mas a caridade pode ser praticada por todos. termino com as palavras dos espíritos que fecham esse versículo:
"o espiritismo, de acordo com o evangelho, admitindo que a salvação independe da forma de crença, contanto que a lei de Deus seja observada, não estabelece: fora do espiritismo não há salvação, e como não pretende ensinar toda a verdade, também não diz: fora da verdade não há salvação, máxima que dividiria em vez de unir, e que perpetuaria a animosidade." (p. 202)
boa semana pra todos nós!
um beijo!
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
A Prece
“A forma não é nada, o pensamento é tudo. Faça cada qual a sua prece de acordo com as suas convicções, de maneira que mais lhe agrade, pois um bom pensamento vale mais do que numerosas palavras que não tocam o coração”.
Muito se tem dito a respeito da prece, mas muito pouco ainda conhecemos do seu mecanismo de funcionamento. Por isso mesmo, pouco a valorizamos, e por vezes até a esquecemos.
Mas o que vem a ser uma Prece? Qual a sua importância? Por quem devemos orar? Qual a sua eficácia?
Definir o que venha a ser uma prece é algo complicado, difícil. Entre várias definições, inúmeras teorias e uma vasta lista conceitos, poderíamos dizer que a prece é uma invocação e que por meio dela pomos o pensamento em contato com o ente a quem nos dirigimos.
Sua importância se dar na manutenção, digamos assim, da harmonização de nossa mente e espírito. Se não limparmos o nosso psiquismo, os espíritos luminosos se afastam(mesmo que temporariamente), favorecendo a ação de espíritos endurecidos.
E assim, também se mostra as necessidade de orarmos primeiramente por nós mesmos, por nossos parentes, pelos nossos amigos e inimigos, deste e do outro mundo; devemos orar pelos que sofrem e por aqueles por quem ninguém ora.
Como toda ação tem uma reação. Como para cada atividade há uma finalidade. Na prece podemos verificar sua eficácia, que esta na dependência da renovação íntima do homem, em que deve prevalecer a linguagem do amor, do perdão e da humildade para que ele possa assim, de coração liberto de sentimentos negativos, agradecer a Deus a dádiva da vida.
“Vigiai e Orai”. Foi o que nos recomendou o Mestre.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Caridade
Caridade. Esse foi e é o tema. Recentemente, em mais uma realização de nossas reuniões, a conversa pairou sobre o tema do título do post. E como sempre as questões sempre emergem para o nosso consciente.
Que lhe aconteceu, caridade? Já faz tempo que não se ouvi esta palavra. Só percebemos como tem sido detratada, entrada em desuso. Hoje, parece que a caridade não é mais uma “virtude”, mas um ato vergonhoso.
Há algum tempo percebemos que o termo caridade vem se modificando, ganhando nova roupagem talvez. Hoje se pode dizer que a nova termologia associada a ela seria a responsabilidade social?
Mas nós, espíritas ou aprendizes da doutrina, temos a noção de que o conceito de caridade tem características sutis, mas diferenciais das acepções de responsabilidade social ou solidariedade.
Tudo isso, porque, percebe-se a caridade é um ato voluntário, o exercício do livre arbítrio. Sem livre arbítrio, não existe caridade e nem mérito, e mais que isto, economicamente falando, também não existe o melhor julgamento quanto à quantificação dos recursos a serem utilizados. Por meio do livre arbítrio, o agente caridoso pode julgar quais e quanto de seus recursos (dinheiro, bens, ou seu próprio trabalho) serão usados em favor do necessitado, e quanto pode sacrificar de seu próprio bem-estar, ou de outras pessoas sob a sua responsabilidade, para o exercício de tal tarefa.
A caridade pode originar de um sentimento humanista ou religioso, mas tanto faz: justamente por ser um ato livre, denuncia a compaixão, a piedade, e o juízo por parte do praticante, como bem atesta a parábola do bom samaritano. O espiritismo, embora recomende, não obriga seus adeptos à prática. E com razão: como poderia alguém merecer o “céu” por atos que pratica por obrigação?
Em contrapartida, a pessoa socorrida também faz com que o sentido da caridade se complete. Ao despir-se do orgulho e da inveja, também ela, ao mesmo tempo, a pratica, ao dar esta oportunidade a quem, talvez pela primeira vez, esteja tentando ser útil. Nenhum de nós está livre de necessitar ajuda. Ocupamos todos corpos frágeis, e nossas riquezas materiais são voláteis, de modo que não há vergonha a ninguém por receber uma mão amiga em algum momento da vida.
Para o nosso grupo estas são, portanto, as características da caridade: amor ao próximo, desapego, ausência de contraprestação, respeito mútuo, discrição, gratidão, não abuso, andar com as próprias pernas assim que possível.