sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Muitos os chamados e poucos os escolhidos

na reunião da última quarta [dia 14] tivemos um pouco de dificuldade pra entender o que a leitura nos dizia. só depois de desenharmos um esquema de analogias foi que as idéias clarearam! vejam:

A parábola da festa de núpcias conta a história de um rei que preparava as bodas de seu filho e mandou que seus servos chamassem os convidados, mas teve uma resposta negativa destes. convidou de novo e de novo o convite foi recusado, porque as pessoas estavam muito ocupadas indo para suas casas de campo ou para o tráfico. alguns desses convidados, não contentes somente em recusar o convite do rei, também mataram os servos. sabendo disso, o rei mandou seus exércitos para que acabassem com aqueles homicidas, e pôs fogo à sua cidade. fez outro banquete, e dessa vez mandou que chamassem qualquer um que encontrassem pelo caminho, maus e bons. um tempo depois, já no banquete, o rei percebeu que à mesa estava um homem sem a veste nupcial. o homem permaneceu mudo quando o rei o perguntou porque estava naqueles trajes. diante disso, os ministros foram acionados e ataram as mãos e os pés desse homem, lançando-o nas trevas exteriores, onde havia choro e ranger de dentes, porque são muitos os chamados e poucos os escolhidos.

e aí? ficamos por muito tempo não entendendo qual era o problema de o homem estar à mesa sem os trajes, porque, afinal, o rei mandou que chamassem quaisquer homens, bons e maus. a analogia que pensamos foi a seguinte:

o rei representava o reino dos céus
fazer as bodas do filho significa receber alguém desencarnado
os servos são os “chamadores”
os convidados são os “chamados”
a veste nupcial só é vestida pelos “escolhidos” [por quem tem o coração puro ou a intenção pura]

então, quem não tem o coração puro deve estar em planos inferiores para que sua evolução se dê de forma gradativa e possível de ser entendida por esse alguém. nessa hora, lembramos que as parábolas têm esse teor denso, eis que foram, por muito tempo na História, usadas para disciplinar povos rústicos e fazê-los entender certos acontecimentos do universo usando ilustrações familiares para eles.

gostaria que os leitores comentassem a respeito, porque estamos apenas expondo o que entendemos da leitura, mas temos consciência de que podemos ter nos equivocado e que outras interpretações [talvez até mais claras] são possíveis.

boa tarde a todos e desculpem-me pelo atraso para postar.
um abraço!


Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo [Cap. XVIII, vs. 1 -2]

Um comentário:

  1. Eu concordo com a interpretação de vcs. Porem não levaria tão a serio as analogias. Talvez por eu não ser espirita. Mas vejo da mesma forma que vcs, ainda que um pouco diferente :P

    E achei bem legal o clima de investigação desse post.
    abraços nos dois

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