quinta-feira, 29 de outubro de 2009

estudo da prece "Pai-Nosso"

na reunião dessa quarta-feira, a leitura não foi escolhida aleatoriamente. antes de começarmos, uma estranha preguiça pairava no ar. não só aqui em casa. ao conversar com alguns amigos pela internet, vi que havia algum tipo de “sintonia de lentidão” rolando entre algumas pessoas. fui então, em busca do livrinho que ganhei do pedro na semana passada: em “coletânea de preces espíritas” encontrei o que julguei ser o mais apropriado para se pensar hoje: o que a oração do Pai-Nosso nos traz? não sei ainda qual a relação entre a tal da preguiça e essa leitura, mas sei que ela trouxe a todos na reunião esclarecimentos de várias naturezas, e com certeza todos nós encontramos utilidade em pelo menos um dos comentários. ao esmiuçar a prece [que, muitas vezes, repetimos mecanicamente sem nos dar conta da sua beleza e verdade] em pequenos trechos, é possível vislumbrar com mais profundidade seus significados implícitos. segue:

I.  Pai-Nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome!
cremos em Deus, uma força superior que tudo criou e de tudo cuida. todas as obras contém uma prova de sua solicitude paternal. orgulhoso aquele que não vos glorifica e ingrato aquele que não vos rende ações de graça.

II. venha o vosso reino!
Deus nos deu leis plenas de sabedoria e que nos levam à felicidade e à evolução em todos os âmbitos [material, pessoal e espiritual]. se todos nós atentássemos para sua lógica, nos ajudaríamos mutuamente, o forte sustentaria o fraco ao invés de esmagá-lo, os abusos e os excessos perderiam toda a razão de existir. aos animais, Deus proporcionou o instinto, e isto lhes basta. ao homem, além do instinto, também foram dados inteligência, razão e livre-arbítrio. desse poder nos dado nascem todas as vicissitudes e situações com as quais nos deparamos, e só quando entendermos realmente que a raíz dos nossos problemas está em nós mesmos, poderemos então caminhar rumo ao entendimento.

III. seja feita a vossa vontade, na terra, como no céu!
se um filho ao pai deve submissão, imaginemos nós em relação a Deus. mas essa submissão não deve ser entendida como algo pejorativo ou depreciativo. nossa submissão compreende nossa caminhada de evolução. tal como a criança que aprende a caminhar, cai, se levanta, insiste, nós também nos amparamos nele em cada passo conquistado, seja em fase terrena ou desencarnada.

IV. dai-nos o pão nosso de cada dia.
meios para adquirirmos o alimento para o sustento do corpo, conseguido com “o suor da nossa fronte”; e o alimento para o espírito, conseguido com a atividade e os recursos da sua inteligência, eis que somos criados livres.

V. perdoai as nossas dívidas como nós perdoamos àqueles que nos devem. perdoai nossas ofensas, como perdoamos àqueles que nos ofenderam.
cada infração é uma dívida contraída, e deverá ser paga cedo ou tarde. pedimos sempre a compreensão Divina para que nos ilumine no caminho certo, para que não ofendamos mais, para que sejamos serenos para perdoar o erro do nosso semelhante. é extremamente importante não dar continuidade a ciclos viciosos para o mal.

VI. não nos abandoneis à tentação, mas livrai-nos do mal.
eu, quando oro o Pai-Nosso, sempre digo “...não nos deixeis cair em tentação E livrai-nos do mal”, pois é assim que entendo. não sucumbir a tentações E, consequentemente, não praticar o mal. alguém discorda?

VII. assim seja.
dessa forma, reiteramos nossa vontade em fazer cumprir a vontade de Deus, dirigindo a ele nossa prece e entregando em suas mãos nossos melhores pensamentos. podemos, nessa hora e durante toda essa oração, mentalizar entes que julgamos necessitar dela com urgência, pedir por amigos e inimigos e dirigir a essa (s) pessoa (s) nossas energias benéficas.

pra mim, o Pai-Nosso define, numa oratória linda e serena, tudo o que somos. é a síntese do nosso caminho rumo a planos existenciais superiores, que usem como armas somente a conversa serena e o amor incondicional.

bom dia a todos!

Fonte: Coletânea de preces espíritas [p. 40, n. I – Preces Gerais, v. 2 e 3].

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Muitos os chamados e poucos os escolhidos

na reunião da última quarta [dia 14] tivemos um pouco de dificuldade pra entender o que a leitura nos dizia. só depois de desenharmos um esquema de analogias foi que as idéias clarearam! vejam:

A parábola da festa de núpcias conta a história de um rei que preparava as bodas de seu filho e mandou que seus servos chamassem os convidados, mas teve uma resposta negativa destes. convidou de novo e de novo o convite foi recusado, porque as pessoas estavam muito ocupadas indo para suas casas de campo ou para o tráfico. alguns desses convidados, não contentes somente em recusar o convite do rei, também mataram os servos. sabendo disso, o rei mandou seus exércitos para que acabassem com aqueles homicidas, e pôs fogo à sua cidade. fez outro banquete, e dessa vez mandou que chamassem qualquer um que encontrassem pelo caminho, maus e bons. um tempo depois, já no banquete, o rei percebeu que à mesa estava um homem sem a veste nupcial. o homem permaneceu mudo quando o rei o perguntou porque estava naqueles trajes. diante disso, os ministros foram acionados e ataram as mãos e os pés desse homem, lançando-o nas trevas exteriores, onde havia choro e ranger de dentes, porque são muitos os chamados e poucos os escolhidos.

e aí? ficamos por muito tempo não entendendo qual era o problema de o homem estar à mesa sem os trajes, porque, afinal, o rei mandou que chamassem quaisquer homens, bons e maus. a analogia que pensamos foi a seguinte:

o rei representava o reino dos céus
fazer as bodas do filho significa receber alguém desencarnado
os servos são os “chamadores”
os convidados são os “chamados”
a veste nupcial só é vestida pelos “escolhidos” [por quem tem o coração puro ou a intenção pura]

então, quem não tem o coração puro deve estar em planos inferiores para que sua evolução se dê de forma gradativa e possível de ser entendida por esse alguém. nessa hora, lembramos que as parábolas têm esse teor denso, eis que foram, por muito tempo na História, usadas para disciplinar povos rústicos e fazê-los entender certos acontecimentos do universo usando ilustrações familiares para eles.

gostaria que os leitores comentassem a respeito, porque estamos apenas expondo o que entendemos da leitura, mas temos consciência de que podemos ter nos equivocado e que outras interpretações [talvez até mais claras] são possíveis.

boa tarde a todos e desculpem-me pelo atraso para postar.
um abraço!


Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo [Cap. XVIII, vs. 1 -2]

domingo, 11 de outubro de 2009

O mal e o remédio

Noite de quarta feira, 19:30 horas, duas pessoas dispostas a encontrar uma forma de viver melhor, uma dupla disposta a impregnar o mundo de ternura. Foi assim que aconteceu mais uma reunião de nosso grupo. O tema de estudo do dia? O mal e o remédio. Mais uma vez, o texto se apresentava de autoria de Santo Agostinho.


Ao desenrolar da leitura a gente vai começando a estruturar algumas conclusões sobre o estudo. E interpretamos que o sofrimento, ao invés de ser uma desgraça, constitui a oportunidade dada por Deus para corrigir nossos erros. Na fé encontramos o remédio seguro do sofrimento. Ela nos permite ver que as maiores dores de hoje são o prenúncio da felicidade que nos aguarda amanhã. E quando sentimos dores, procuramos remédios para os males que nos afligem. E qual seria esse remédio? E a resposta vem nas linhas seguintes. Afirmando que a fé é o remédio seguro para o nosso sofrimento, mostra sempre os horizontes do infinito, diante dos quais pouco representa os maus dias do presente. Já que todo aquele que crê é forte pelo remédio da fé e aquele que duvida é punido pelas angústias das aflições.


E durante as linhas que se mostravam, uma nova indagação surgia: Como conseguir tal medicamento? E percebemos que só é possível pelo estudo de nossos pontos fracos, analisando nosso comportamento e reações, pela prática incessante do bem, como roteiro de vida. O enfermo descrente da ação de todos os remédios é o primeiro a trabalhar contra o próprio restabelecimento.


Assim, o texto mostra que aquele que sofre e tem fé ficará sob a égide do Senhor e sofrerá menos. Os momentos das mais fortes dores lhe serão as primeiras notas de alegria na eternidade. Já que a fé representa dever de raciocinar com responsabilidade de viver.


Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo [Cap. V - v. 19]