Claridade espírita
segunda-feira, 15 de abril de 2013
O PERDÃO É UMA PRÁTICA DE CURA (Jean Yves Leloup)
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Sim à Espiritualidade e não a Religiões
No Brasil, futebol é religião” – por Ed Rene Kivitz
Os meninos da Vila pisaram na bola. Mas prefiro sair em sua defesa.Eles não erraram sozinhos. Fizeram a cabeça deles. O mundo religioso é mestre em fazer a cabeça dos outros. Por isso, cada vez mais me convenço que o Cristianismo implica a superação da religião, e cada vez mais me dedico a pensar nas categorias da espiritualidade, em detrimento das categorias da religião.
A religião está baseada nos ritos, dogmas e credos, tabus e códigos morais de cada tradição de fé.A espiritualidade está fundamentada nos conteúdos universais de todas e cada uma das tradições de fé.
Quando você começa a discutir quem vai para céu e quem vai para o inferno; ou se Deus é a favor ou contra à prática do homossexualismo; ou mesmo se você tem que subir uma escada de joelhos ou dar o dízimo na igreja para alcançar o favor de Deus, você está discutindo religião. Quando você começa a discutir se o correto é a reencarnação ou a ressurreição, a teoria de Darwin ou a narrativa do Gênesis, e se o livro certo é a Bíblia ou o Corão, você está discutindo religião. Quando você fica perguntando se a instituição social é espírita kardecista, evangélica, ou católica, você está discutindo religião.
O problema é que toda vez que você discute religião você afasta as pessoas umas das outras, promove o sectarismo e a intolerância. A religião coloca de um lado os adoradores de Allá, de outro os adoradores de Yahweh, e de outro os adoradores de Jesus. Isso sem falar nos adoradores de Shiva, de Krishna e devotos do Buda, e por aí vai.E cada grupo de adoradores deseja a extinção dos outros, ou pela conversão à sua religião, o que faz com que os outros deixem de existir enquanto outros e se tornem iguais a nós, ou pelo extermínio através do assassinato em nome de Deus, ou melhor, em nome de um deus, com ‘d’ minúsculo, isto é, um ídolo que pretende se passar por Deus.Mas, quando você concentra sua atenção e ação, sua práxis, em valores como reconciliação, perdão, misericórdia, compaixão, solidariedade, amor e caridade, você está no horizonte da espiritualidade, comum a todas as tradições religiosas. E quando você está com o coração cheiode espiritualidade, e não de religião, você promove a justiça e a paz.
Os valores espirituais agregam pessoas, aproxima os diferentes, faz com que os discordantes no mundo das crenças se deem as mãos no mundo da busca de superação do sofrimento humano, que a todos nós humilha e iguala, independentemente de raça, gênero, e inclusive religião.
Em síntese, quando você vive no mundo da religião, você fica no ônibus. Quando você vive no mundo da espiritualidade que a sua religião ensina – ou pelo menos deveria ensinar, você desce do ônibus e dá um ovo de páscoa para uma criança que sofre a tragédia e miséria de uma paralisia mental.
Ed René Kivitz, cristão, pastor evangélico, e santista desde pequenininho. "
sexta-feira, 24 de junho de 2011
TROVADORES NA FESTA
Neste período alguns espíritas falam na não comemoração de tais festejos, expondo que: "tais comemorações não devem adentrar-lhe a intimidade." ou que "honrar o templo espírita é preservar o Espiritismo contra os programas marginais, atraentes e aparentemente fraternistas, mas que nos desviam da rota legítima para as falsas veredas em que fulguram nomes pomposos e siglas variadas."
Não vou aqui levantar nenhuma bandeira, nem discorrer sobre o assunto, pois ainda tenho que acender a fogueira. Em outro momento a gente conversa sobre a importância do diálogo entre a religião e a vida. Quando digo vida, falo do mundo, da carne, do mecanismo ainda necessário para todo e qualquer um mero passageiro deste gigante ônibus chamado planeta terra.
Ah, antes do "anarriê", deixo alegria, paz e bem:
Dão licença, meus irmãos,
Dão licença em confiança,
Porque também nós queremos
Participar da festança.
Formiga
*
Neste arraiá de Jesus
Tristeza não tem lugar.
Quem tenha pranto nos olhos
Faça o favor de enxugar.
Clóvis Amorim
*
No salão embandeirado,
Comandando o arrasta-pé,
Segue à frente, braços dados,
A Caridade com a Fé.
Dalmo Florence
*
Entre os pares da “quadrilha”
Eu me ajeito de carona,
Que não posso ficar quieto
Ouvindo o som da sanfona.
Cego Aderaldo
*
Não consegue ficar quieto?!
Então sou eu e você,
Que só de ver a sanfona
Vou gritando balancê...
Zé da Luz
*
Alto lá que é a minha vez...
Quero um gole de quentão,
Para matar a saudade
Que vive em meu coração...
Catulo
*
Que o quentão seja servido
Numa caneca furada,
Pois muita gente já é
De natureza esquentada...
Cipriano Jucá
*
“Óia o caminho da roça...
Óia a cobra... Invém a chuva...”
Para que seja o meu par
Eu procuro uma viúva.
Corrêa Júnior
*
Joga lenha na fogueira,
Não deixe que ela se apague...
Preciso de uma morena
Que me beije e que me afague.
Lúcio Mendonça
*
E que viva Santo Antônio,
O santo casamenteiro,
São Pedro, São João Batista
E mais algum futriqueiro...
Rogaciano Leite
*
Perdoem nossa alegria...
Tudo é paz, amor e luz.
Tristeza não tem lugar
Neste arraiá de Jesus.
Formiga
Livro: Dor e Luz
Carlos A. Baccelli, pelo Espírito Eurícledes Formiga
IDE – Instituto de Difusão Espírita
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Páscoa
Há tempo não escrevemos, nem comentamos sobre os nossos aprendizados em nossas atividades diárias. Mas, desejamos que hoje seja uma data de retorno, um momento de retomarmos os nossos papos e trocas de experiências.
Deve-se comemorar a Páscoa? Como o Espiritismo visualiza o acontecimento da paixão, crucificação, morte e ressurreição de Jesus?
O certo é que a figura de Jesus assume posição privilegiada no contexto espírita, dizendo-se, inclusive, que a moral de Jesus serve de base para a moral do Espiritismo. Assim, como as pessoas são lembradas, em nossa cultura, pelo que fizeram e reverenciadas nas datas principais de sua existência corpórea (nascimento e morte), é absolutamente comum e verdadeiro lembrarmo-nos das pessoas que nos são caras ou importantes nestas datas. Não há, francamente, nenhum mal nisso. Mas, para o Espiritismo a forma de encarar a Páscoa (ou a Natividade) de Jesus, assume uma conotação bastante peculiar.
A Páscoa, não é, de maneira inicial, relacionada ao martírio e sacrifício de Jesus. A Páscoa já era uma “comemoração”, na época de Jesus, uma festa cultural e, portanto, o que fez a Igreja foi “aproveitar-se” do sentido da festa, para adaptá-la, lhe dando um novo significado.
Historicamente, a Páscoa é a junção de duas festividades muito antigas, comuns entre os povos primitivos, e alimentada pelos judeus, à época de Jesus. Fala-se do “pesah”, uma dança cultural, representando a vida dos povos nômades, numa fase em que a vinculação à terra ainda não era flagrante. Também estava associada à “festa dos ázimos”, uma homenagem que os agricultores sedentários faziam às divindades, em razão do início da época da colheita do trigo, agradecendo aos Céus, pela fartura da produção agrícola, da qual saciavam a fome de suas famílias, e propiciavam as trocas nos mercados da época. Ambas eram comemoradas no mês de abril (nisan) e, a partir do evento bíblico denominado “êxodo” (fuga do povo hebreu do Egito), em torno de 1441 a.C., passaram a ser reverenciadas juntas. É esta a Páscoa que o Cristo desejou comemorar junto dos seus mais caros, por ocasião da última ceia.
Mas há outros elementos “evangélicos” que marcam a Páscoa. Isto porque as vinculações religiosas apontam para a quinta e a sexta-feira santas, o sábado de aleluia e o domingo de páscoa. Os primeiros relacionam-se ao “martírio”, ao sofrimento de Jesus, e os últimos, à ressurreição e a ascensão de Jesus.
A Páscoa, em verdade, pela interpretação das religiões e seitas tradicionais, acha-se envolta num preocupante e negativo contexto de culpa. Afinal, acredita-se que Jesus teria padecido em razão dos “nossos” pecados, numa alusão descabida de que todo o sofrimento de Jesus teria sido realizado para “nos salvar”, dos nossos próprios erros, ou dos erros cometidos por nossos ancestrais, em especial Adão e Eva, no Paraíso. A presença do “cordeiro de D’us”, que cumpre as profecias do Antigo Testamento, quanto à perseguição e violência contra o “filho de Deus”, está flagrantemente aposta em todas as igrejas, nos crucifixos e nos quadros que relatam – em cores vivas – as fases da via sacra. Esta tradição judaico-cristã da “culpa” é a grande diferença entre a Páscoa tradicional e a Páscoa espírita, se é que esta última existe. Em verdade, nós espíritas devemos reconhecer a data da Páscoa como a grande – e última lição – de Jesus, que vence as iniqüidades, que retorna triunfante, que para asseverar que “permaneceria eternamente conosco”, guiando nossos passos.
Nestes dias de festas materiais e/ou lembranças do sofrimento do Mestre, possamos nós encarar a Páscoa como o momento de transformação, da evocação de liberdade, pois, uma vez despojado do envoltório corporal, pôde Jesus retornar ao Plano Espiritual para, de lá, continuar “coordenando” o processo depurativo de nosso planeta. Longe da remissão da celebração de uma festa pastoral ou agrícola, ou da libertação de um povo oprimido, ou da ressurreição de Jesus, possa ela ser encarada por nós, espíritas, como a vitória real da vida sobre a morte, pela certeza da imortalidade e da reencarnação, porque a vida, em essência, só pode ser conceituada como o amor, calcado nos grandes exemplos da própria existência de Jesus, de amor ao próximo e de valorização da própria vida.
Nesta Páscoa, vamos lembrar de reverenciar os belos exemplos de Jesus, que o imortalizam e que nos guiam para, um dia, também estarmos na condição experimentada por ele, qual seja a de “sermos deuses”, “fazendo brilhar a nossa luz”. Comemoremos, então, uma “outra” Páscoa. A nossa Páscoa, a da nossa transformação, rumo a uma vida plena.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Ausentar-se.
Uma pessoa pode ausentar-se para se preservar de uma situação. Não estando nela, seja física ou espiritualmente, podemos nos poupar de desgastes desnecessários ou de agressões dirigidas a nós simplesmente porque estávamos no caminho. É o tal do "saber tirar o time de campo".
Por outro lado, às vezes nos ausentamos sem perceber. Paramos de dar o sorriso matinal, de fazer nossa obrigação no trabalho doméstico, de orar antes de dormir...
...paramos de nos perceber. Sabe? Nos ausentamos de nós mesmos!
Quando a vida parece pesada demais, quando o fardo nos parece injusto, quando o mundo parece estar contra nós, quando o chefe é um carrasco e você é uma vítima, quando as pessoas que amamos não nos dão atenção suficiente e temos que pedir carinho....
Pode notar: o que há de comum nessas cenas?
O ato de transferir a responsabilidade da nossa vida para outras pessoas e outras situações. Isso é muito perigoso, porque uma pessoa que não sabe quem é não consegue viver. Ela tristemente sobrevive. É um objeto da sociedade, e não agente da própria vida. É o tal do "ah, mas é assim mesmo... o que eu posso fazer? O sistema é assim."
Que sistema?
Então, se você é ranzinza, amargo, tristonho, o seu sistema é esse? Você se decretou (e pior, decretou a quem vive perto de você) essa condição, amigo.
Quem pode te ajudar a sair dela? Quais das alternativas você escolheria?
a) A Xuxa.
b) O chefe, se te der um aumento.
c) O companheiro ou companheira, se te valorizar mais.
d) Você.
Parece óbvio, né?
Desculpem o tom irônico, eheh... Não quero ofender ninguém, mas, antes, despertar. Não se ausente de você mesmo nunca, porque a junção da sua alma com o seu corpo é única e maravilhosa, e você tem dons que ninguém mais tem. Você é muito bom em, pelo menos, cinco coisas. Você pode inspirar lindamente os que te cercam.
"Presencie-se". Sempre e da melhor forma.
Boa semana a todos!
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
O Cristo Consolador : O Jugo leve
SEMPRE OS OBSTÁCULOS....
Já perceberam que há defeitos que demoram a serem removidos de nossas mentes e nossos caminhos?
Nem sempre conseguimos nos livrar de rancores, ódios e desejos, que foram empecilhos para o crescimento espiritual, de vez e, quando e somente a custo de muito sacrifício, vamos nos libertando, certos que na medida, a compreensão, a fé e o amor crescem dentro dos nossos corações.
Precisamos de trabalhos constantes e dentro dos nossos limites, para um aprendizado maior em nossas vidas.
Esse aprendizado demanda renúncia, superação e acima de tudo acreditar que somos capazes de vencer todos os obstáculos por nós mesmos criados e que precisam agora serem vencidos.
Nada de aceite total de qualquer tipo de obstáculo, que no fundo, sabemos que estamos buscando, ainda sob o domínio de nossas ignorâncias espirituais.
Esse enfrentar de qualquer tipo de problema que nos esteja perturbando o nosso bem estar material e espiritual, requer fé.
Busque dentro do seu interior que abriga as verdades dos ensinamentos de nosso querido e amado mestre Jesus,as respostas de todas as indagações dos porquês de nossas fraquezas materiais.
Seja de ordem moral, conjugal, financeira, não importa qual que seja, abalize os seus pensamentos, faça crescer a luz divina dentro do seu coração, acredite na força que está adormecida e arrebente as barreiras de suas dificuldades.
Saiba que o nosso Pai Celestial não deixa sob os seus ombros um fardo maior que não possa carregar, vem tudo na medida certa.
As conquistas materiais nada representam ante as dádivas que o céu pode oferecer, no Reino do nosso grande Criador.
Difícil de acreditar, bem o sei, mas se habilite e se credencie com os bônus da vida eterna, não se esquecendo de viver a etapa terrena, com o coração enobrecido pela boas obras e acima de tudo, a caridade para si próprio e para o seu próximo.
Nada de violência, controle todos os seus ímpios negativos e busque dentro do agir positivo, mesmo diante das suas grandes dificuldades terrenas, as soluções necessárias para o o ajuste espiritual.
Passe a observar todas as pessoas que te cercam e cada um tem exatamente a medida certa para que você enxergue tudo aquilo que precisa mudar.
Mas cuidado com palavras ásperas para tentar tirar a sua serenidade e mesmo outras ofensas no campo familiar.
Outros com desprezo em função de sua falta de sensibilidade em ser correto e sensato, até no simples olhar ou mesmo, ao dirigir uma palavra...
Por fim, a pessoa amada espera sempre de você aquela paciência, carinho e atenção, para ter a certeza de te dizer, após o rompimento de todos os laços da corrente sombria, sob a sua esfera carnal, a simples frase:
EU TE AMO.
Lembre-se: O amor é o que rompe todos os liames das inúmeras dificuldades que temos que passar na terra.
AME... AME... AME...
Um dia entenderemos o valor de grande amor divino e universal!
MUITA PAZ.
Em 11.11.05 - 2h10min - Dilson Macedo
Espírito de Caio Cezar.